terça-feira, 13 de junho de 2017

Arraiá do Serra 2017. Comunidade Escolar Celebra a Tradicional Festa Multicultural do Nordeste do Brasil. Origem da Festa Junina


A Comunidade Escolar do Colégio Estadual Raphael Serravalle, em Salvador, Bahia, comemorou em alto estilo a  festa mais popular  do Nordeste brasileiro: o São João. 

Comida típica farta, muito forró, brincadeiras, trajes típicos, representações teatrais, quermesse, a famosa dança de quadrilha e,  muita animação,  estavam presentes no evento, que reuniu a Direção, Professores, alunos, funcionários e convidados.  Parabéns a todos os envolvidos! Foi tudo muito lindo! 

Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste a festa junina se destaca por suas características multiculturais, que remontam aos colonizadores europeus, aos povos nativos e aos afrodescendentes. 

Hoje, tradições europeias,  indígenas e africanas  se misturam nessas divertidas comemorações.

No Nordeste, além de alegrar o povo da região, atraem muitos turistas, aumentando os lucros e gerando empregos. Aqui, as fogueiras servem como centro para a famosa dança de quadrilhas, enquanto na  Região Sudeste é tradicional a realização de quermesses.

Nas  Fotos 1 (acima)  e 2 (abaixo), muita animação no Arraiá do Serra, forró e  comidas típicas. AProfessoras servindo  aos aluno. 


Origem da Festa Junina 

Na época da colonização do Brasil, após o ano de 1500, os portugueses introduziram em nosso país muitos elementos da cultura europeia, a exemplo das festas juninas, que têm  origem nas festas dos santos populares em Portugal:  Santo Antônio (13 de Junho), São João (24 de Junho), São Pedro e   São Paulo (29 de Junho).  De início, a festa era chamada de Joanina e homenageava apenas São João. 

No Brasil Colônia, havia grande presença de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses, que podem ser identificados na festa. 

Da península Ibérica (Portugal e Espanha) veio a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.

   
A tradição de soltar fogos de artifício veio da China, de onde surgiu a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos.  

Quadrilha: dança à francesa – da França veio a dança marcada, típica das danças nobres. A quadrilha tem origem francesa, nas contradanças de salão do século 17. Em pares, os dançarinos faziam uma sequência coreografada de movimentos alegres. 

O estilo chegou ao Brasil no século 19, trazido pelos nobres portugueses. Foi sendo adaptado até fazer sucesso nas festas juninas, como se pode observar nas palavras de origem francesa, que são proferidas para  marcar a dança.  Exemplo: anarriê  (en arrière - para trás) e anavã (en avant -para frente), alavantú ( en avant tous' - todos à frente)...

Tradições e Comidas típicas 

A comida típica das festas juninas é quase toda à base de grãos e raízes que os índios cultivavam: milho, amendoim, batata-doce e mandioca. O mês de junho é a época da colheita do milho, alimento de origem indígena. Grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades juninas, são feitos desse cereal. Exemplos: pamonha, canjica, milho cozido e assado, cuscuz,  pipoca, bolo de milho. 

Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bom-bocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho, tudo  de acordo com o que produz cada região do Brasil. 

Várias brincadeiras entraram para a festa: pau de sebo, cabra-cega, correio elegante, os fogos de artifícios, o casamento na roça etc,  com o objetivo de animar ainda mais.

As decorações dos arraiais vieram de Portugal, junto com as novidades que, na época dos descobrimentos, os portugueses trouxeram da Ásia: os enfeites de papel, balões de ar quente e pólvora.

Embora os balões tenham sido proibidos no Brasil, por razões de segurança,  ainda são usados na cidade do Porto, em Portugal.  

Os negros e os índios que viviam no Brasil não tiveram dificuldade em se adaptar às festas juninas, pois são muito parecidas com as de suas culturas. 


Esses elementos culturais foram se misturando aos aspectos culturais dos brasileiros de origens indígena, afro - brasileira  imigrantes europeusnas diversas  regiões do país, tomando-se características particulares em cada uma.  

A música e os instrumentos usados (cavaquinho, sanfona, triângulo ou ferrinhos, reco-reco etc.) estão na base da música popular e folclórica portuguesa e foram trazidos ao Brasil pelos povoadores e   imigrantes daquele país.


Os sons regionais, que hoje conhecemos, têm esses instrumentos presentes. No Nordeste, as composições do sanfoneiro Luiz Gonzaga, nascido no dia 13 de dezembro de 1912, na pequena cidade de Exu, no interior de Pernambuco, são as mais famosas. 


Os ritmos que Consagraram o Rei do Baião, que morreu no dia 2 de Agosto de 1989, em Recife, Pernambuco, continuam a ser referências da música sertaneja de raiz. Seus ritmos foram incorporados ao Movimento Tropicalista da década de 1960, interpretados pelos representantes da Tropicália: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia. A cultura brasileira sobreviverá se nós aprendermos a não esquecer nossos ícones e não os celebrar apenas em datas especiais.
Os alunos se divertiram com  brincadeiras, como  "Cabra-cega". 
A Professora Taísa Maciel com os alunos
Continue vendo  as fotos. Afinal, segundo o filósofo chinês Confúcio, uma imagem vale mais que mil palavras.  

A Banda EVENTOR comandada pelo ex-aluno do Serravalle, Bruno, 
animaram em grande estilo o Arraiá do Serra 2017. Muito bons ! 

Assista ao vídeo postado pela Profa. Renata Souza, no seu face,  
com os alunos dançando a quadrilha. Clique no link abaixo: 


Os Alunos do Ensino Fundamental (Matutino) estavam muito 
 animados  e se divertiram  bastante. Fotos da Profa. Moema


Profa. Moema Sampaio  confraternizando-se com os alunos do 
Ensino Fundamental (turno matutino)


 Representação Teatral dos Alunos do 2o. Ano H, Vespertino






Alunas Fantasiadas de "Casamento na Roça" 

 Profa. Silvia (Matemática, em pé)  e a Profa. Taísa Maciel  (Química ) 
de vestido junino,  confraternizam com os alunos do 2o. Ano Vesp. 
 Representação Teatral dos Alunos do 2o. Ano H, Vespertino

 Professor Dackson (História) confraternizando-se com os alunos 


Profa. Renata Souza (Química) e a Profa. Jane Menezes (Ed. Física) 

Prof. Moema Sampaio  (Língua Portuguesa, à esquerda)  
e a Vice-diretora do Matutino,  Profa. Nívea Muricy, à direita 
Da esquerda para a direita, as  Profas. Moema, Ângela (Português), 
Denise  (Sala Multifuncional) e  Graça Luz (Coordenadora)
Da esquerda para a direita, as  Profas. Taísa Maciel (Química), 
Jane  Menezes e  a Coordena Pedagógica Silvana Guimarães


 Profa. Edinê Menezes (Sociologia) à direita, a Profa. Thaise Farias (Química),  Nívea Muricy (Vice-diretora do Vesp), a funcionária Graça Silva, todas muito  lindas e animadas na festa. 
 Profa.  Rosana Zaidan (1a. à direita, de óculos,calça comprida, sentada), 
marcando presença na  festa.


Prof. Rita Bezerra  (Inglês- de blusa xadrez, echarp,  um lindo sorriso), 
com o casal de netinhos vestidos de caipiras, curtindo a festa  no ritmo do forró.
Alunos do 1o. Ano Vespertino, curtindo a festa  
Alunos marcando a dança da quadrilha junina ! 

Êta arquibancada animada !  





PARABÉNS, TURMA ! FELIZ SÃO JOÃO !

Fotos: Todas as imagens foram produzidas pelas Professoras Moema Sampaio, Taísa  Maciel, Claudia Martins e Renata Souza. 

Referências

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O Negro e os Ciclos Econômicos do Brasil Retratados nas Telas de Cândido Portinari. Beleza Negra, Trabalho, Diversão e Cotidiano. Leitura e Interpretação de Imagens. Biografia do Pintor.

 Cândido Portinari. Flautista, 
1934. Óleo sobre  madeira, 
46 x 37,5 cm. 


Neste post trago algumas telas do artista plástico brasileiro Cândido Portinari sobre  a presença marcante do negro em todas as fases e setores da economia brasileira, além de aspectos étnicos-culturais do Brasil, sob uma perspectiva diferente da que é apresentada pela historiografia, que não  ressalta o papel preponderante do povo negro no sucesso deste país.

Selecionei  algumas telas que focam  a beleza negra, a miscigenação de raças e culturas, as festas, diversões,  o cotidiano,  a alegria dos ex-escravos, suas dificuldades e tristezas, mas sobretudo, a importância do trabalho negro para a riqueza e o progresso deste país.
  
As imagens  me fizeram refletir sobre a necessidade de sairmos do foco  "negro coitadinho" liberto pela princesa boazinha e focarmos  no quanto esse povo contribuiu para a construção deste país. 

Portinari retratou  cenas das atividades econômicas brasileiras  desde as colheitas dos troncos de madeira de Pau - brasil pelos índios e depois pelos escravos, passando pelo  café,  até a industrialização do país, emprestando seu talento nas artes plásticas para registrar a nossa História sob a perspectiva da atitude estética marcada pelo  Movimento Modernista.
Impressionou-me  não apenas a riqueza e a  didática da apresentação de Portinari em  temas que registram a força laborativa do negro em todos os  Ciclos Econômicos do país - do Ciclo do Pau Brasil  à  Industrialização, um rico material iconográfico para um trabalho interdisciplinar envolvendo: História, Geografia, Artes e  Linguagens.
Menina Sentada,  Cândido Portinari,

Também o valor histórico dessas telas, que  a  exemplo do que fiz em posts anteriores com as telas do alemão Rugendas e do francês Debret, também sobre os negros no Brasil, tenho a intenção de mostrar essa outra face do papel do negro na economia e na formação do  Brasil. 

Consolidei minha visão de que ensinar, estudar e aprender História por meio de imagens, permite ao aluno adquirir habilidades de reconhecer e interpretar textos verbais e não-verbais, que pode ser reforçado num trabalho Interdisciplinar.

As telas  aqui apresentadas refletem  a dificuldade que o negro encontrou para libertar-se, não somente  da escravidão, mas também da situação de pobreza que  ainda persiste para a maioria e,   que não sofreu alterações substantivas,  após o histórico 13 de Maio de 1888, data da  Abolição da Escravatura. 

Cândido Portinari
A obra do pintor brasileiro Cândido Portinari (1903-1962)  caracteriza-se pela utilização  de alguns elementos artísticos da arte moderna europeia, reflete  influências do surrealismo, do  cubismo e da arte dos muralistas mexicanos,  influenciados pelas ideias do Pós Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e pelo  comunismo vitorioso na Rússia, demonstrando grande sensibilidade com o social. 

Portinari  segue essa cartilha denunciando em  suas telas  as questões sociais do Brasil, a exemplo das relações de trabalho, caracterizadas pela diferenciação étnica, a precarização do  trabalho e a exploração  do  trabalhador afrodescendente, aprofundando a pobreza desse povo.  Retrata a diversidade do povo brasileiro: plantadores de café, os negros, os caipiras, os retirantes...Sua obra é um retrato da história de da cultura do Brasil.

Portinari  era filho de um imigrante italiano  de origem judaica e pobre. Nasceu em 1903 no interior paulista, em Brodowski, na fazenda de café Santa Rosa. Seu primeiro desenho foi aos 10 anos de idade. Com apenas 15 anos, sem dinheiro e sozinho, ele vai para o Rio de Janeiro estudar artes plásticas. Em 1928,  com 24 anos ele ganhou o premio  Viagem a Europa, com sua obra “Retrato de Olegário Mariano”. Faleceu em fevereiro de 1962,  em decorrência de intoxicação de chumbo e outras substancias químicas presentes nas tintas.
                                                                
Os Ciclos Econômicos do Brasil fazem referência às atividades econômicas desenvolvidas no país em diversos períodos cíclicos. Os Principais foram:

1 - Ciclo do Pau-Brasil Cultivado durante o período pré-colonial (1500-1530). 
Pau-brasil, Cândido Portinari. Acervo digital ©Projeto Portinari     Imagem
2 - Ciclo da Cana-de-Açúcar - foi o segundo ciclo econômico desenvolvido durante o Brasil colonial. Era um produto valorizado no mercado europeu e os portugueses já plantavam a cana na costa africana e, portanto, possuíam experiência e  técnicas de plantio.
3 - Ciclo do Ouro ou da Mineração - começa no final do século XVII no estado de Minas Gerais, indo depois para   Goiás e Mato Grosso.
4 - Ciclo do Algodão - com o esgotamento das minas de ouro no país, o algodão (chamado de "ouro branco") passa a ser um dos principais produtos de exportação a partir do século XVIII e início do século XIX.
5 - Ciclo do Café -    o café também chamado de “ouro negro"  foi um dos principais produtos de exportação,  desde a chegada ao Brasil  das primeiras mudas em meados do século XVIII, atingindo seu auge no século XIX,  no oeste paulista e  região do Vale do Paraíba,  devido ao solo favorável (a terra roxa). 
6 - Ciclo da Borracha -  foi desenvolvido na região norte do Brasil, principalmente nas cidades de Manaus, capital do estado do Amazonas, Porto Velho, capital de Rondônia e Belém , capital do Pará, quando o látex era  o principal produto de exportação, utilizado para a produção da borracha.
7- A Industrialização no Brasil -  historicamente tardia, pois o país  viveu estagnado  sob o regime de economia colonial  por um longo período, ao contrário da Europa e EUA.

Vamos refletir sobre as imagens aqui exibidas. Faça sua leitura e interpretação ! 


"Mestiço", Cândido Portinari, 1934
 Trata-se do mesmo modelo da tela abaixo, "O Lavrador de Café", ambas pintadas no mesmo ano. Expressa o interesse de Portinari pela temática  nacional. 

  
"Lavrador de Café", Cândido Portinari, 1934. O lavrador mestiço/mulato.
Uma das mais importantes obras do pintor, aqui o modelo é retratado de corpo inteiro, enxada na mão, enquanto na foto anterior, a ênfase é sobre sua cabeça e os  braços cruzados.  A figura   deformada com pés e mãos  descomunais  aproxima  Portinari  do
Expressionismo. Mostra  a  importância do trabalhador rural e da lavoura do café, tendo pintado  cerca de 50 obras com esse tema.


Colheita de Café, Cândido Portinari, 1935.   
 Óleo sobre tela de tecido, 1,30 m de altura por 1,95 de largura



Cana de Açúcar, Cândido Portinari, 1938



Garimpo, Cândido Portinari, 1938 (Ciclo do Ouro) 



Colheita do algodão,  Cândido Portinari, 1957. Painel  Ciclos Econômicos. 


Colheita de Cacau, Cândido Portinari, 1954.  Acervo digital ©Projeto Portinari



Fundição de Ferro, Cândido Portinari, 1938.  (Ciclo da Industrialização) 



Seringueira, Cândido Portinari, 1954  (Ciclo da Borracha). 



Retirantes (Figuras da Praia), Cândido Portinari, 1936

Com o fim do trabalho forçado nas fazendas, os ex-escravos migram para as grandes cidades do litoral brasileiro, abrigando-se nos morros e favelas. 
Chama atenção  mulheres com seus filhos. 



Grupo de Mulheres e Criança, Cândido Portinari, 1936


Favelas, Cândido Portinari, 1957




Carnaval, Cândido  Portinari  - 1960. Acervo digital ©Projeto Portinari

Nas   telas  que registram músicas, festas e danças, identificamos a  importância da cultura negra na música popular brasileira: chorinho, samba e outro  ritmos de influência africana.


Flautista, Cândido Portinari  - 1957. Acervo digital ©Projeto Portinari


Samba, Cândido Portinari - 1956. Acervo Banco Central do Brasil, Brasília - DF.

Choro, Cândido Portinari, 1942

As Moças de Arcozelo,  Cândido Portinari. 1940

Baianas,  Cândido Portinari , 1940
Cangaceiro, Cândido Portinari, 1958
Catequese, de Portinari - 1941. Acervo digital ©Projeto Portinari
Biblioteca do Congresso Nacional – DF (Brasília)  - pintura murais

                                        " A Primeira Missa no Brasil",  Cândido Portinari, 1948

O painel de 2,71 m X 5,01m  foi encomendado a Portinari por Thomaz Oscar Pinto da Cunha Saavedra, terceiro barão de Saavedra (1890-1956), para decorar a sede do então Banco Boavista, do qual era Presidente. Foi comprado no final de 2012 pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura.
Não confundir com o painel pintado entre 1858 e 1860, por Victor Meirelles, uma tela de 2,70 m X  3,57 m,  um dos clássicos do acervo do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA).


Amplie seus conhecimentos. Clique nos links abaixo: 

 Africanidades. História da Capoeira e do Berimbau nas Telas de Debret e Rugendas. A Lenda do Berimbau. Música Paranauê. Atividades 


  História e Memórias da Escravidão Negra nas Telas dos Pintores Debret e Rugendas. O 13 de Maio de 1888

Sites Consultados
PROA Fundación
http://www.proa.org/exhibiciones/pasadas/portinari/salas/id_portinari_flautista.html
http://obviousmag.org/pintores-brasileiros/candido_portinari/os-temas-sociais-nas-obras-de-candido-portinari.html
http://obviousmag.org/pintores-brasileiros/candido_portinari/o-lavrador-de-cafe-de-candido-portinari.html
http://obviousmag.org/pintores-brasileiros/candido_portinari/os-paineis-de-candido-portinari.html
Linguagens e Códigos
http://cevihumanas.blogspot.com.br/2011/05/candido-portinari-o-artista-que.html
http://www.elfikurten.com.br/2011/02/candido-portinari-mestres-da-pintura.html
http://cultura.culturamix.com/arte/pintores-e-obras-conheca-mais-sobre-portinari-um-dos-maiores-pintores-brasileiros
http://www.folhanoroeste.com.br/noticia/detalhe/12356/masp-reune-os-negros-e-indios-do-pais-desigual-de-candido-portinari.html
http://www.correio24horas.com.br/single-entretenimento/noticia/museu-exibe-o-painel-a-primeira-missa-no-brasil-de-portinari-no-rio-de-janeiro/
http://jaqueline-curador.blogspot.com.br/
Biografia de Portinari
http://museucasadeportinari.org.br/candido-portinari/a-vida
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=1377
http://pt.slideshare.net/miqueiasvitorino/modernismo-no-brasil-38666392
https://www.todamateria.com.br/industrializacao-no-brasil/

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